18 de abril, 2006 - 22h52 GMT (19h52 Brasília)
A cotação do petróleo fechou em uma alta recorde de US$ 71,60 o barril em Londres.
Mais cedo, o barril do petróleo do tipo Brent chegou a ser negociado por US$ 72,64, um novo recorde.
Nos Estados Unidos, o preço também bateu recordes, chegando a US$ 71,60 na bolsa de Nova York e fechando em US$ 71,35.
Este preço ultrapassou o recorde anterior de 2005, quando o barril chegou a US$ 70,85, depois da passagem do furacão Katrina no sul dos Estados Unidos.
Os preços do petróleo subiram 16% no último mês com o aumento da tensão na comunidade internacional devido à retomada do programa nuclear no Irã e também pelos problemas ligados ao fornecimento do produto pela Nigéria.
Crise iraniana
Analistas dizem que os preços continuarão a subir enquanto não for resolvida a crise em torno do programa nuclear do Irã.
Tobin Gorey, estrategista de commodities do Banco da Austrália, avalia que a demanda já está alta e que a instabilidade gerada pela crise do Irã exerce ainda mais pressão sobre os preços.
A tese de que os Estados Unidos poderiam lançar ataques contra instalações nucleares no Irã gera ansiedade nos mercados, mesmo depois de o governo americano ter negado qualquer plano nesse sentido.
Apesar dos apelos da comunidade internacional para que suspenda o seu programa nuclear, o Irã afirma que vai levar adiante operações de enriquecimento de urânio para alimentar um reator nuclear.
O governo iraniano alega que precisa de energia nuclear para obter eletricidade, mas países do Ocidente temem que as autoridades iranianas desejem desenvolver armas atômicas.
E na Nigéria a violência entre milícias do país levou à diminuição de 25% em sua produção, o que também elevou os preços do petróleo.
A demanda global pelo produto permanece alta principalmente antes da temporada de viagens nos Estados Unidos e os estoques existentes estão menores.
Operadores do setor dizem que o preço do barril de petróleo pode chegar a US$ 75 no curto-prazo.
Países-membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) admitiram que podem fazer pouco para acalmar o mercado mundial de petróleo.