11 de abril, 2006 - 13h25 GMT (10h25 Brasília)
O superávit comercial da China bateu US$ 11,2 bilhões em março, praticamente dobrando em relação ao mesmo mês no ano anterior (US$ 5,7 bilhões) e redobrando as pressões para que o governo chinês libere o câmbio comercial do yuan.
Em fevereiro, o superávit chinês foi de US$ 2,45 bilhões, ainda de acordo com as informações do ministério do Comércio do país.
O primeiro-ministro chinês, Hu Jintao, deve visitar os Estados Unidos ainda em abril, e a expectativa dos analistas é de que o governo volte a pedir que a China libere o câmbio de sua moeda.
Os americanos acusam a China de manter o yuan baixo artificialmente para incentivar exportações e crescimento.
Importações
De acordo com os últimos dados, as exportações chinesas cresceram 28,3% em março em relação ao ano anterior, para US$ 78,05 bilhões, enquanto as importações subiram 21,8% para US$ 66,86 bilhões.
"Existem duas histórias aí. Na primeira, enxergamos uma força surpreendente nas exportações. Mas as importações certamente estão mais fracas do que eu esperava", afirmou Ben Simpfendorfer, analista do Royal Bank of Scotland.
No entanto, analistas afirmam que a queda em relação às expectativas de importações foi provavelmente o resultado de um acúmulo de bens nos meses anteriores e não por qualquer declínio substancial na forte demanda que vem impulsionando a rápida expansão e o crescimento econômicos do país.
A magnitude do superávit teria surpreendido os analistas, já que os três primeiros meses do ano costumam ser os mais fracos. Eles prevêem agora que ainda em 2006 o país supere a barreira dos US$ 100 bilhões.
Hu deve chegar nos Estados Unidos no dia 20 de abril, e o comércio deve ocupar o alto da pautas das reuniões de que participará.
Na segunda-feira, o presidente George W. Bush pediu à China que convença os Estados Unidos de que quer "igualdade no comércio".