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17 de novembro, 2005 - 23h19 GMT (21h19 Brasília)

UE investe US$ 23 bi para tornar vôos mais seguros

A União Européia anunciou nesta quinta-feira um plano de US$ 23 bilhões (cerca de R$ 50 bilhões) para modernizar seu sistema de controle de tráfego aéreo.

Batizado de "Sesar", o projeto será implantado gradualmente entre 2007 e 2020, com o objetivo de tornar os vôos na Europa mais seguros, menos poluentes e mais fáceis de serem monitorados.

Um consórcio incluindo governos, aeroportos, fabricantes de aviões e companhias aéreas está desenvolvendo o novo sistema, que deverá estar completo em 2020.

A modernização do sistema, que incluirá a reorganização das rotas aéreas, é considerada vital para a Europa sustentar a duplicação do número de vôos nos próximos 15 anos, conforme indicam as previsões.

Os recursos para o investimento virão do orçamento da área de pesquisa e ciência da UE e o projeto não precisa ser aprovado pelos governos. Perto de 200 mil empregos altamente qualificados deverão ser criados pelo projeto.

Tecnologias defasadas

Já como parte do plano, o vice-presidente da Comissão Européia, Jacques Barrot, disse que proporá nas próximas semanas que o escritório central da UE anexe ao corrente sistema de tráfego aéreo o Galileo, que é o programa de navegação por satélite da Europa.

Segundo Barrot, a tecnologia Galileo "dará liberdade para as aeronaves seguirem rotas que são menos rígidas" e maior autonomia para aviões voando sobre lugares como a África, onde os controladores estão menos acostumados a direcionar os vôos.

A indústria da aviação na Europa vem reclamando há muito tempo que, em uma era de comunicação via banda larga, a administração do tráfego aéreo ainda depende de tecnologias desenvolvidas 50 anos atrás, em alguns casos, enquanto o número de vôos tem mais que dobrado desde então.

A comunicação dos controladores de tráfego ainda é feita por meio das congestionadas freqüências de rádio VHF e as rotas organizadas por equipamentos de navegação dos anos de 1950 que operam com base terrestre.

"Virtualmente, nenhuma automação foi introduzida na gerência de tráfego aéreo, o que coloca uma forte pressão sobre os ombros dos controladores", diz um recente relatório da União Européia sobre a situação da indústria da aviação na Europa.