29 de setembro, 2005 - 16h41 GMT (13h41 Brasília)
A economia americana teve um crescimento de 3,3% anualizado segundo dados do segundo trimestre deste ano.
A taxa ficou dentro do previsto, anunciou o Departamento do Comércio nesta quinta-feira.
No trimestre anterior, o PIB havia crescido a uma taxa de 3,8% ao ano, mas o resultado do segundo trimestre ainda foi considerado sólido por economistas americanos.
Este é o nono trimestre consecutivo em que a economia americana cresceu a uma taxa superior a 3% ao ano.
Revisões para cima dos gastos dos consumidores foram contrabalançadas por uma exportação de serviços mais fraca do que o previsto.
Os gastos dos consumidores, que representam cerca de dois terços da economia, cresceram a uma taxa revista de 3,4% ao ano no segundo trimestre, acima da estimativa anterior de 3% e pouco abaixo da taxa de 3,5% do primeiro trimestre.
Furacões
Estimativas iniciais para o crescimento do terceiro trimestre – que vai refletir o impacto dos furacões Rita e Katrina sobre a economia americana – só vão estar disponíveis dentro de um mês.
O presidente do Federal Reserve, o banco central americano, Alan Greenspan, disse na semana passada que a passagem dos furacões não apresenta uma "ameaça persistente" à economia.
Mas analistas temem um aumento da inflação como resultado das tempestades, um dos motivos pelos quais na semana passada o banco central aumentou a taxa de juros pela 11ª vez desde junho de 2004.
Na quarta-feira, o conselheiro econômico da Casa Branca, Ben Bernanke disse que por conta dos furacões, o crescimento do PIB pode cair 1 ponto percentual no terceiro trimestre.
Mas a expectativa é de que a taxa de crescimento aumente quando começarem os trabalhos de reconstrução. Repetindo a atitude de Greenspan, Bernanke disse que o impacto dos furacões será benigno a longo prazo.
"Não vejo nenhum risco significativo de uma recessão", disse ele.