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23 de setembro, 2005 - 00h14 GMT (21h14 Brasília)

Governo americano admite usar reserva de petróleo

O secretário de Energia dos Estados Unidos, Sam Bodman, disse nesta quinta-feira que o governo está disposto a emprestar petróleo dos estoques de emergência do país às refinarias do Texas se o furacão Rita comprometer a capacidade de produção do Estado.

"Nós vamos continuar avaliando a situação à luz do furacão Rita e se for apropriado vamos utilizar a reserva de petróleo novamente", afirmou o secretário, segundo a agência de notícias Reuters.

O Departamento de Energia ainda está enviando petróleo a refinarias atingidas pelo Katrina, há cerca de três semanas.

Com a aproximação do furacão da costa do Golfo do México, cerca de 70% da produção de petróleo na região, que responde por um quarto do total nos EUA, foi suspensa.

O preço do barril da commodity, no entanto, recuou um pouco nos principais mercados, diante do enfraquecimento de Rita.

O petróleo mais negociado em Nova York fechou esta quinta-feira em US$ 66,50, uma queda de US$ 0,30, depois de ter sido negociado a mais de US$ 67 durante boa parte do dia.

Em Londres, o barril do petróleo tipo Brent também terminou o dia em baixa, em US$ 64,60.

Rebaixado para a categoria 4, Rita deslocou-se para o leste e, segundo as previsões, deve atingir a terra ao norte do Texas e ao sudoeste da Louisiana nesta sexta-feira.

A ligeira mudança de curso fez diminuir as preocupações em relação às refinarias de Corpus Christi, embora tenha aumentado os receios em relação às que estão na fronteira do Texas com a Louisiana.

O corte na produção texana acontece ainda em meio à luta da indústria petrolífera americana para se recuperar do prejuízo causado pela passagem do furacão Katrina, no final de agosto.

O número de americanos que perderam o emprego por conta da destruição causada pelo Katrina aumentou em 103 mil na última semana, segundo informações do governo. O total de desempregados chega agora a 214 mil.

Especialistas acreditam que o número deve aumentar, à medida que os sobreviventes do Katrina começam a recorrer aos benefícios do seguro desemprego.