22 de setembro, 2005 - 14h36 GMT (11h36 Brasília)
A ameaça do furacão Rita, que se encaminha para o litoral do Texas, está obrigado companhias petrolíferas a fecharem refinarias no Estado, responsável pelo processamento de 25% do petróleo consumido pelo país.
Pelo menos 16 das 26 refinarias texanas estão na mira do furacão, e muitas já pararam de produzir.
Isso colaborou para que os preços do petróleo voltassem a disparar no mercado internacional. O barril do tipo light abriu a quinta-feira negociado a US$ 67,82 em Londres, 1,5% a mais que a cotação do fechamento desta segunda-feira em Nova York, US$ 66,57.
O barril de petróleo do tipo Brent, também negociado no mercado londrino, abriu com alta de 1,3%, negociado a US$ 65,57.
Na mira
A empresa BP já começou o fechamento gradual da unidade na Cidade do Texas, a terceira maior refinaria dos Estados Unidos, com capacidade para processar 460 mil barris por dia.
Outras companhias como Apache, Chevron, Exxon Mobil e Shell, também anunciaram a suspensão das atividades de algumas de suas refinarias na área.
O corte na produção texana acontece ainda em meio à luta da indústria petrolífera americana para se recuperar do prejuízo causado pela passagem do furacão Katrina, no final de agosto.
O número de americanos que perderam o emprego por conta da destruição causada pelo Katrina aumentou em 103 mil na última semana, segundo informações do governo.
O total de desempregados chega agora a 214 mil.
Especialistas acreditam que o número deve aumentar, conforme os sobreviventes do Katrina começam a recorrer aos benefícios do seguro desemprego.
O furacão Katrina é considerado um dos mais caros desastres naturais da história dos EUA.