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10 de agosto, 2005 - 18h10 GMT (15h10 Brasília)

Barril de petróleo bate novo recorde no mercado dos EUA

O preço do barril do petróleo no mercado americano bateu novo recorde nesta quarta-feira, com o produto do tipo cru leve chegando a US$ 64,40, depois de ter registrado um aumento de US$ 1,33.

Em Londres, o barril de petróleo do tipo Brent chegou a ser negociado a US$ 63,64.

Analistas atribuem a recente onda de alta dos preços a temores sobre a possibilidade de a oferta de petróleo não suprir a demanda mundial num momento em que várias refinarias estão sendo fechadas e em que existe instabilidade no Oriente Médio.

Um relatório do governo americano divulgado nesta quarta-feira também mostrou que houve uma diminuição de 2,1 milhões de barris nos estoques de gasolina por causa de forte demanda e produção doméstica mais lenta, de acordo com a agência de notícias Reuters.

A demanda por gasolina nos Estados Unidos etá 1,4 por cento acima do que o registrado há um ano apesar do alto preço do produto nos postos.

Insegurança

A alta do produto começou na semana passada, depois da morte do rei Fahd, da Arábia Saudita, e das notícias de que o Irã iria retomar seu programa nuclear.

O fechamento por dois dias de prédios diplomáticos dos Estados Unidos na Arábia Saudita, motivado por um alerta de segurança, e ataques de rebeldes a um importante oleoduto no leste da Índia também ajudaram a manter os preços do petróleo num patamar mais elevado.

Outro fator que aumentou o valor do produto foi o fechamento de duas refinarias americanas - uma no Texas e uma na Pensilvânia -, provocado por incêndios e necessidade de reforma.

Isso fez com que o número de refinarias com problemas nas últimas duas semanas passasse para nove.

A Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) aumentou sua oferta em 300 mil barris por dia durante as duas últimas semanas para tentar reverter a alta dos preços.

No entanto, analistas dizem que a medida deve ter pouco impacto caso as preocupações geopolíticas e a alta demanda mundial continuem.