09 de agosto, 2005 - 16h07 GMT (13h07 Brasília)
O preço do petróleo recuou durante o pregão desta terça-feira, depois de ter superado a marca recorde de US$ 64 por barril no mercado eletrônico asiático.
O preço do barril do petróleo cru leve, que fechou em US$ 63,94 na segunda-feira, chegou a ser negociado a US$ 64,27.
Mas durante o dia apresentou queda, com o barril que serve de referência no mercado de Nova York batendo em US$ 63,60.
Em Londres, o barril do tipo Brent, com entrega para setembro, recuou US$ 0,37, sendo negociado a US$ 62,33.
A queda dos preços no pregão desta terça-feira interrompe, pelo menos momentaneamente, a tendência de alta registrada nos últimos dias.
Analistas atribuem a recente onda de alta dos preços a temores sobre a possibilidade de a oferta de petróleo não suprir a demanda mundial num momento em que várias refinarias estão sendo fechadas e em que existe instabilidade no Oriente Médio.
Muita gente acredita que é possível que os preços aumentem ainda mais nos próximos dias.
Insegurança
A alta do produto começou na semana passada, depois da morte do rei Fahd, da Arábia Saudita, e das notícias de que o Irã iria retomar seu programa nuclear.
O fechamento por dois dias de prédios diplomáticos dos Estados Unidos na Arábia Saudita, motivado por um alerta de segurança, e ataques de rebeldes a um importante oleoduto no leste da Índia também ajudaram a manter os preços do petróleo num patamar mais elevado.
Outro fator que aumentou o valor do produto foi o fechamento de duas refinarias americanas - uma no Texas e uma na Pensilvânia -, provocado por incêndios e necessidade de reforma.
Isso fez com que o número de refinarias com problemas nas últimas duas semanas passasse para nove.
A Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) aumentou sua oferta em 300 mil barris por dia durante as duas últimas semanas para tentar reverter a alta dos preços.
No entanto, analistas dizem que a medida deve ter pouco impacto caso as preocupações geopolíticas e a alta demanda mundial continuem.