13 de julho, 2005 - 17h56 GMT (14h56 Brasília)
O ex-presidente e fundador da Worldcom, Bernard Ebbers, de 63 anos, foi condenado nesta quarta-feira a 25 anos de prisão por sua participação no escândalo que levou à falência da empresa americana em 2002.
Ebbers já havia sido condenado pela Justiça americana em março por fraude e formação de quadrilha, mas a sentença só foi anunciada depois de a juíza federal Barbara Jones rejeitar o pedido de um novo julgamento apresentado pela defesa.
Essa foi a sentença mais severa proferida contra um dos envolvidos no escândalo Worldcom.
Ao ouvir a decisão da juíza, Ebbers não se pronunciou, apenas enxugou os olhos com um lenço branco. A mulher dele, Kristie Ebbers, chorava abertamente.
Ebbers vai cumprir a pena na prisão federal de Yazoo City, no Estado americano do Mississipi.
A defesa tentou convencer a juíza Jones de que Ebbers, por sofrer do coração e por participar de projetos beneficentes, mereceria uma pena mais branda.
'Líder criminoso'
No entanto, a juíza não aceitou os argumentos da promotoria afirmando que Ebbers "atuou como líder em uma atividade criminosa" durante o episódio.
"Qualquer sentença menos severa não refletiria a seriedade do crime", disse a juíza.
A quebra da empresa fundada por Ebbers começou com a descoberta de um rombo de US$ 11 bilhões (quase R$ 26 bilhões) na contabilidade da empresa.
O caso foi a maior falência já pedida na história dos Estados Unidos. Por causa do escândalo, 20 mil pessoas perderam os empregos, enquanto acionistas tiveram prejuízos de cerca de US$ 180 bilhões (cerca de R$ 422 bilhões).
A Worldcom se recuperou da falência no ano passado e hoje funciona sob o nome de MCI.