31 de maio, 2005 - 09h42 GMT (06h42 Brasília)
A Justiça da Rússia condenou o bilionário Mikhail Khodorkovsky a nove anos de prisão, após considerá-lo culpado de seis acusações de fraude e evasão fiscal.
O julgamento durou quase um ano e a sentença foi anunciada 12 dias depois do início da leitura do veredicto por juízes em Moscou.
O ex-diretor da gigante do petróleo Yukos respondia por sete acusações.
Um dos maiores aliados de Khodorkovsky, Platon Lebedev, também foi condenado a nove anos de prisão.
Apelação
Segundo a legislação russa, os advogados do bilionário terão dez dias para recorrer da sentença.
A apelação pode ser feita em uma corte de Moscou, mas há rumores de que a equipe de advogados leve o caso à Corte Européia de Direitos Humanos.
Isso, no entanto, poderia aumentar o tempo de Khodorkovsky na prisão - ele está detido desde outubro de 2003.
As acusações contra Khodorkovsky dizem respeito ao programa de privatização russo dos anos 90, sob o qual ele pôde formar a Yukos, que já foi a maior empresa petroleira da Rússia.
Enquanto as autoridades russas dizem que Khodorkovsky agiu ilegalmente para encher seu próprio bolso, os partidários do bilionário dizem que sua prisão e julgamento foram motivados por questões políticas.
Seus advogados alegam que o governo russo está punindo o ex-presidente da Yukos porque, na época de sua prisão, ele havia começado a financiar partidos de oposição.
Khodorkovsky tem uma fortuna estimada em US$ 15 bilhões.
Depois que ele foi preso, o governo russo quebrou a Yukos, cobrando da empresa US$ 27,5 bilhões em impostos atrasados.