18 de maio, 2005 - 13h40 GMT (10h40 Brasília)
A economia da África cresceu mais de 5% no ano passado – o melhor resultado em oito anos –, de acordo com o relatório da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), divulgado nesta quarta-feira.
O crescimento foi proporcionado, segundo a organização, por uma melhor administração econômica, pelo aumento dos preços de matérias-primas no mercado internacional e pelo aumento nas verbas humanitárias.
O relatório elogiou as "políticas estavelmente prudentes" na região.
No entanto, o analista econômico da BBC Andrew Walker afirmou que a mensagem do relatório é que os melhores resultados ainda não são suficientes.
De fato, apenas seis países africanos devem atingir a meta acertada mundialmente de reduzir a pobreza à metade nos próximos dez anos. Desses, nenhum se encontra na África Subsaariana.
O relatório também aponta o risco iminente de conflitos regionais que podem afetar as economias.
A OECD pede também o perdão de dívidas, mais iniciativas para combater a corrupção e apoio a pequenas empresas.
O documento dá destaque à crise humana na região de Darfur, no Sudão, ao colapso econômico no Zimbábue e aos conflitos na Costa do Marfim e na República Democrática do Congo como fatores de inibição do crescimento econômico.