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16 de maio, 2005 - 15h01 GMT (12h01 Brasília)

Greve para manter feriado reúne milhões na França

Milhões de trabalhadores franceses permaneceram em casa nesta segunda-feira, respeitando o tradicional feriado de Pentecostes e desafiando a decisão do governo da França de tornar a data um dia normal de trabalho.

O transporte público praticamente parou em cerca de cem cidades e muitos órgãos municipais ficaram fechados.

Muitas empresas privadas, no entanto, estão funcionado normalmente, assim como as grandes lojas de departamento.

Diversos sindicatos estão realizando greves em todo o país.

De acordo com correspondentes da BBC, a maioria dos grevistas se opõe ao governo, ao qual acusam de ter suspendido benefícios sociais concedidos aos trabalhadores e adotado políticas de livre comércio, semelhantes às dos Estados Unidos.

Idosos

Ao suspender o feriado, o governo pretendia usar o excedente de imposto gerado no novo dia de trabalho para o cuidado para investimento na assistência às pessoas isosas.

A decisão do governo foi tomada depois de quase 15 mil idosos terem morrido no país em decorrência de uma onda de calor em 2003 - o que deixou clara a necessidade de que mais recursos fossem destinados ao bem-estar dessa camada da população.

O protesto desta segunda-feira ocorre no mesmo momento em que partidos políticos estão lançando suas campanhas oficiais para o referendo que vai decidir a adesão ou não do país à constituição européia, em 29 de maio.

Por isso, acredita-se que os protestos desta segunda-feira também são a favor do "Não" no referendo.

Muitos sindicatos acreditam que a constituição européia representa uma ameaça ao modelo social francês.

Segundo eles, ela oferece aos trabalhadores franceses pouca proteção, além de exaltar um modelo econômico mais anglo-saxão.

A Suécia também decidiu suspender o feriado de Pentecoste, passando a dar um dia de folga aos trabalhadores no dia da Bandeira do país, 6 de junho.