25 de janeiro, 2005 - 08h49 GMT (06h49 Brasília)
A economia da China cresceu 9,5% no ano de 2004, o maior índice de crescimento desde 1996.
O número é acima do esperado pelo governo chinês e por economistas ouvidos pelas agências de notícias.
Em 2003, a China registrou crescimento de 9,1%. Em 1996, o crescimento foi de 9,6%.
A notícia pode implicar maiores limites para investimentos e empréstimos num momento em que o governo chinês tenta causar um desaquecimento da economia.
A China usou bastante matéria-prima e energia para alimentar sua expansão, o que pode ter impacto no resto do mundo caso a demanda continue a crescer.
Mas as autoridades chinesas ressaltaram que o crescimento industrial se desacelerou, e o setor de serviços é responsável por muito do ímpeto de crescimento.
O crescimento da produção industrial, o principal alvo dos esforços do governo para impor limites a crédito e investimentos, foi de 11,5% em 2004, com uma redução em relação aos 17% verificados no ano anterior.
Apesar de um aparente reequilíbrio da economia, o quadro de crescimento, de maneira geral, permanece forte, dizem economistas.
"Não há sinal de uma desaceleração em 2005", disse Tim Congdon, economista do ING Barings.
A economia da China não apenas ganha velocidade graças à demanda doméstica, mas também de exportações.
Dados divulgados no começo do ano mostraram um aumento das exportações pelo sexto ano consecutivo em 2004 da ordem de 35%.
Parte do ímpeto para as exportações vem do valor relativamente baixo do yuan, a moeda chinesa.