18 de janeiro, 2005 - 09h50 GMT (07h50 Brasília)
A França está se preparando para enfrentar três dias de greves que, espera-se, afetem o serviço público do país de forma generalizada.
Os primeiros a parar vão ser os funcionários dos correios, nesta terça-feira, seguidos pelos ferroviários e funcionários das companhias de eletricidade no dia seguinte e professores e outros servidores na quinta-feira.
Eles vão protestar contra as políticas econômicas do governo.
As greves estão sendo vistas como um importante teste tanto para o governo de centro-direita do presidente Jacques Chirac como para os próprios sindicatos de trabalhadores.
Opinião pública
O último ano tem sido de relativa calma na França, mas agora os sindicatos estão testando o ambiente com uma série de greves.
Eles sizem que as políticas do governo para a área econômica são uma ameaça ao setor público e ao poder de compra dos trabalhadores.
Os funcionários dos correios deram início às greves no dia em que o Parlamento começa a debater uma lei para abrir o serviço, hoje estatal, à competição, seguindo diretrizes da União Européia.
Na quarta-feira, haverá cancelamentos generalizados de serviços de trem, com as pessoas que viajam a Paris para trabalhar sendo muito atingidas.
E na quinta, os professores e outros servidores vão pedir um aumento de salário.
Os sindicatos franceses, que são tão fortes no setor público como frágeis nas empresas privadas, dizem que o humor do público está mudando, e as pessoas estão começando a se opor às políticas liberalizantes do governo, por mais precavidas que elas sejam.
E eles apontam para pesquisas de opinião que mostram que 65% das pessoas apóiam os protestos.