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06 de janeiro, 2005 - 13h18 GMT (11h18 Brasília)

Brown propõe 'Plano Marshall' para a África

O ministro da Fazenda da Grã-Bretanha, Gordon Brown, detalhou nesta quinta-feira seu plano de combate à pobreza mundial, que prevê uma espécie de "Plano Marshall" para a África, nos moldes do que foi aplicado para reconstruir a Europa depois da Segunda Guerra Mundial.

Num longo discurso, Brown reafirmou sua intenção de duplicar a ajuda internacional e eliminar as dívidas dos países mais pobres.

Ele disse que 2005, ano em que a Grã-Bretanha detém as presidências da União Européia e do G-8 (grupo formado pelos sete países mais industrializados do mundo e a Rússia), oferece uma chance única "em toda uma geração" para erradicar a pobreza mundial.

Brown confirmou, por exemplo, que conseguiu o apoio de sete dos países mais ricos do mundo - Itália, França, Alemanha, Estados Unidos, Reino Unido, Japão e Canadá - para uma moratória imediata das dívidas de países atingidos pelo tsunami.

África

As metas do ministro nas presidências da União Européia e do G-8 incluem dobrar a ajuda de países doadores e cancelar as dívidas das nações mais pobres.

No início desta semana, Brown admitiu que existia o perigo de os esforços para lidar com os efeitos do tsunami sugarem recursos que tinham sido destinados para a África.

"Nós temos de liberar os recursos que forem necessários - afinal, 30 mil crianças estão morrendo desnecessariamente todos os dias (na África) por causa da fome, por causa da falha em lidar com os problemas dos países em desenvolvimento."

Brown acrescentou que a tragédia do dia 26 de dezembro fez com que as pessoas percebessem que "o que ocorre com o cidadão mais rico no país mais rico afeta o cidadão mais pobre e os países mais pobres".

"Apenas depois de vermos a força que a natureza tem para destruir nós vimos a força da compaixão humana para construir e é nesse senso moral de que 'algo precisa ser feito' que construímos nossa estratégia."