17 de dezembro, 2004 - 07h10 GMT (05h10 Brasília)
Uma juíza nos Estados Unidos garantiu à empresa petrolífera russa Yukos uma injunção temporária que pode impedir o leilão de sua principal unidade de produção programado para domingo, em Moscou.
O leilão foi ordenado pelas autoridades russas, que buscam recuperar quase US$ 28 bilhões que, alegam, a companhia deve ao fisco.
A injunção deverá perdurar por dez dias úteis - tempo que os advogados da Yukos usarão para tentar obter uma injunção permanente.
A empresa buscou proteção em um tribunal americano alegando que a liquidação da unidade de produção pode afetar gravemente seus acionistas.
'Sem sentido'
Um funcionário da corte de arbitragem de Moscou qualificou a decisão como "sem sentido, sem conseqüências legais", e analistas acreditam que provavelmente o leilão irá adiante.
Autoridades do Fundo Russo de Propriedade Federal disseram que suas atividades só dizem respeito às leis russas, e que o leilão será realizado como planejado.
Mas advogados disseram que a decisão na justiça dos Estados Unidos pode afetar a posição de bancos estrangeiros que organizaram pacotes financeiros para potenciais interessados em participar do leilão.
A Yukos buscou a injunção como uma última tentativa de se proteger da fragmentação para pagar impostos devidos.
Segundo correspondentes, a campanha do governo russo contra a companhia é vista como uma iniciativa para retomar o controle da indústria do petróleo que foi vendida por preços baixos na década de 90.
Alguns dos principais acionistas da Yukos foram levados a julgamento, acusados de evasão fiscal e fraude.
Um dos proprietários do conglomerado e o homem mais rico da Rússia, Mikhail Khodorkosvsky, foi preso.
As autoridades russas esperam vender a Yuganskneftegas, principal unidade de produção da Yukos.