25 de novembro, 2004 - 18h29 GMT (16h29 Brasília)
O medo de acabar na prisão fez com que toda a chefia da empresa petrolífera Yukos deixasse a Rússia.
O conselho de administração da empresa se reuniu nesta semana em Londres, de acordo com um porta-voz.
Os diretores da Yukos deixaram a Rússia depois que uma enxurrada de pedidos de prisão foi feita por promotores do governo.
Na semana passada, o governo anunciou que vai vender a principal parte da empresa em dezembro, com um preço inicial que pode ser o equivalente a metade do seu valor de mercado.
Promotoria
As ações da Yukos caíram 30% após a divulgação da notícia, e hoje valem menos de US$ 1 cada.
Em outubro do ano passado, as ações da Yukos eram negociadas a US$ 16 por unidade.
Entre os executivos que estão em Londres inclui-se Steven Theede, um americano que é o atual presidente da empresa.
O chefe do departamento financeiro da Yukos, Bruce Misamore, disse ao jornal Financial Times que havia sido intimado para interrogatório pela promotoria-geral da Rússia, mas disse ao órgão que estava em uma viagem a negócios.
“Não vou sacrificar minha vida por motivos políticos”, disse Misamore.
Um porta-voz da Yukos disse que Misamore está esperando um parecer do Departamento de Estado americano sobre a situação na Rússia para decidir se volta ao país e depõe na promotoria.
Misamore disse à agência de notícias Associated Press que, se as ameaças de prisão forem retiradas, “a administração (da Yukos) estará em Moscou”.
A promotoria-geral confirmou que Misamore foi convocado a depor, mas não deu mais detalhes a respeito.
Alguns analistas têm acusado os administradores da Yukos de exagerar os seus problemas a fim de obter a simpatia da opinião pública.