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17 de novembro, 2004 - 14h37 GMT (11h37 Brasília)

Dólar cai frente ao euro, apesar de discurso de Snow

O dólar caiu novamente em relação ao euro, apesar de o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, John Snow, ter reafirmado seu compromisso com uma moeda forte.

Snow disse nesta quarta-feira, no Royal Institute of International Affairs, em Londres, que a política americana "é por um dólar forte".

Mesmo assim, o dólar caiu nos mercados internacionais, chegando à cotação de US$ 1,303 por 1 euro.

Autoridades monetárias européias classificaram a queda do dólar como "brutal" e responsabilizaram a valorização do euro pela desaceleração do crescimento.

'Responsabilidade'

"A pergunta foi por que eu apóio a política de um dólar forte. A resposta é porque essa é a nossa política", disse Snow.

"Nossa política em relação ao dólar permanece inalterada, porque um dólar forte é do interesse nacional e internacional."

Ele prometeu conter o enorme déficit orçamentário dos Estados Unidos, mas disse que o tamanho do déficit em conta corrente (nas contas externas dos EUA) no momento é uma evidência da "força econômica".

Embora tenha admitido que os déficits nos Estados Unidos estavam afetando o crescimento em outras regiões do mundo, ele disse que é necessária "responsabilidade compartilhada" entre os países para resolver o problema.

Ele elogiou a China, dizendo que o país se moveu na direção da disciplina de mercado para o câmbio.

Segundo ele, a decisão da China de elevar duas taxas de juros importantes no mês passado pela primeira vez em nove anos "representa passos significativos, que são consistentes com a iniciativa da China na direção de uma taxa de câmbio flexível e baseada no mercado".

Analistas apontam para o fato de que, apesar dos comentários positivos sobre o dólar, o governo do presidente americano, George W. Bush, fez muito pouco para interromper a queda da moeda.

Alguns especialistas dizem que, secretamente, os Estados Unidos estão felizes com a depreciação do dólar, pois ajuda a tornar as exportações para a Europa mais baratas e, com isso, reforçando a economia.

Eles também dizem que é improvável que o dólar vá se valorizar de forma significativa até que melhore o desempenho da economia americana.