28 de outubro, 2004 - 14h25 GMT (11h25 Brasília)
O banco central da China aumentou sua taxa básica de juros pela primeira vez em nove anos para tentar conter a economia superaqueciada do país.
A taxa anual foi elevada de 5,31% para 5,58%, valendo a partir de sexta-feira.
A China, a sétima maior economia do mundo, cresceu tão rapidamente nos últimos anos que causou escassez de energia e aço em várias partes do mundo.
Limites nos gastos em investimento já haviam sido introduzidos para tentar conter o crescimento.
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Essas medidas anteriores parecem ter tido efeito – o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) chinês no terceiro trimestre deste ano foi de 9,1% contra 9,6% e 9,8% registrados, respectivamente, no segundo e primeiro trimestres.
No entanto, o governo de Pequim decidiu que mais ações eram necessárias.
A inflação permanece uma ameaça – o índice de preços ao consumidor subiu 5,2% no acumulado do ano até setembro e chegou próximo ao recorde de alta de sete anos, de 5,3%, registrado em julho e agosto.
"O ajuste da taxa de juros é para manter o momento de contínuo, rápido, coordenado e saudável crescimento econômico", disse o Banco do Povo da China, adicionando que a medida só foi tomada após a aprovação do gabinete chinês.
Analistas do mercado financeiro elogiaram o ajuste.
"Já era hora porque nós precisávamos ver taxas de juros mais altas para ajudar a desacelerar o investimento", comentou Ben Simpfendorfer, economista do banco de investimentos JP Morgan, em Hong Kong.
Audrey Childe-Freeman, economista do Canadian Imperial Bank of Commerce, disse que o aumento da taxa "reduz o risco de longo prazo de uma recessão econômica na China e, mais amplamente, na economia mundial".