22 de outubro, 2004 - 22h24 GMT (19h24 Brasília)
O preço do petróleo continuou nesta sexta-feira sua trajetória ascendente, rompendo um novo recorde em valores absolutos, em meio a temores quanto à alta demanda e a problemas em centros produtores.
Em Nova York, o barril do produto tipo light fechou o dia cotado a US$ 55,17 – depois de ter sido vendido a até US$ 55,50 durante o dia. Em Londres, o petróleo tipo Brent encerrou a sexta-feira a US$ 51,22.
Desde setembro, o preço do produto já subiu cerca de US$ 10 internacionalmente.
De acordo com analistas, os preços estão cerca de 80% maiores do que há um ano, mas precisariam chegar à marca dos US$ 80 para chegar à marca recorde de 1981 – se a cotação máxima nesse ano for corrigida levando-se em conta a inflação acumulada nestes 23 anos.
China
O mercado ainda está refletindo os efeitos do furacão Ivan sobre os centros de produção americanos no Golfo do México e interrupções na produção na Nigéria, no Iraque, na Rússia e na Venezuela.
Paralelamente, o apetite da China por petróleo, reflexo da expansão de sua economia, seria outro fator.
Novos dados divulgados nesta sexta-feira mostram que o ritmo do crescimento econômico chinês diminuiu no terceiro trimestre – mas analistas acreditam que a taxa de expansão de 9,1% ao ano continua sendo expressiva.
“A demanda (por petróleo) continua sendo bastante forte e a situação (do mercado) vai depender de quão rapidamente a economia da China continuar a crescer”, disse o analista Marshall Steeves, da Refco, uma empresa de gerenciamento de investimentos em Nova York.