05 de outubro, 2004 - 10h15 GMT (07h15 Brasília)
Contínuos problemas de produção americana de petróleo no Golfo do México, após a passagem do furacão Ivan, levaram o preço do barril a alcançar mais de US$ 50 no mercado asiático, nesta terça-feira.
O barril do petróleo cru chegou a US$ 50,28, o mais alto preço desde o recorde de US$ 50,47, há uma semana. Por outro lado, o preço na bolsa britânica caiu em US$ 0,39, com o barril sendo negociado a US$ 45,80.
Cerca de 29% da produção (ou 480 mil barris diários) permanece suspensa, três semanas após o furacão.
A alta acontece em um momento de incerteza sobre a produção de petróleo na Nigéria e quando a maioria dos demais países produtores está operando no máximo de suas capacidades.
Perigo
“A produção americana tem se recuperado lentamente do furacão Ivan e as pessoas estão preocupadas com a quantidade das reservas de petróleo para o inverno”, diz Tetsu Emori, estrategista-chefe de commodities da bolsa Mitsui Bussan em Tóquio.
“As pessoas ainda estão preocupadas com a Nigéria e o Iraque. Com a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) produzindo quase em sua capacidade máxima, qualquer interrupção nas exportações desses dois países afeta o equilibrio da oferta e demanda.”
“É uma situação muito perigosa.”
Na sexta-feira, o preço do petróleo em Nova York chegou a US$ 50.
Os preços caíram um pouco após um acordo entre rebeldes e o governo na Nigéria pareceu ter garantido a continuidade da produção.
A situação, entretanto, permaneceu instável, assim como no Iraque onde as sabotagens são constantes.
Os dois países produzem mais de 4,5 bilhões de petróleo por dia, mais do dobro da capacidade que a Opep poderia atingir se aumentasse ao máximo a sua produção. A maioria dessa quantia seria produzida apenas pela Arábia Saudita.
Um inventário das reservas de petróleo americanas, a ser publicado na quarta-feira, deve oferecer um panorama mais claro da situação do país.