06 de agosto, 2004 - 10h22 GMT (07h22 Brasília)
O preço do petróleo voltou a bater recordes nesta sexta-feira depois do incêndio de uma grande refinaria nos Estados Unidos e dos temores provocados pela crise financeira na gigante petrolífera russa Yukos.
O barril do petróleo cru americano bateu um recorde de 21 anos ao alcançar US$ 44,77 em negociações eletrônicas que antecedem a abertura do pregão da Bolsa Mercantil de Nova York.
Na quinta-feira, o valor de fechamento do petróleo em Nova York, US$ 44,51, já havia sido recorde.
Em Londres, o barril do tipo Brent chegou a US$ 41,50, o preço mais alto desde 1988.
Justiça russa
O mais recente abalo no mercado petroleiro foi provocado por um incêndio que fechou uma refinaria da BP no Texas que produz 470 mil barris de gasolina por dia – a terceira maior dos Estados Unidos.
"O petróleo é certamente volátil e todas as questões de abastecimento do momento estão dificultando bastante a análise do mercado", disse David Hynes, um analista do banco ANZ à agência de notícias Reuters.
Na quinta-feira, a revogação da decisão do Ministério da Justiça russo de autorizar o acesso às contas da Yukos retomou a escalada dos preços.
Teme-se que a Yukos não consiga pagar pelo transporte do seu petróleo se a Justiça não liberar o acesso à conta bancária.
Isso afetaria ainda mais a oferta do produto no mercado.
Diante da crise, a Opep anunciou nesta sexta-feira que está preparada para aumentar a produção de petróleo em até 1,5 milhão de barris/dia para aliviar a crise do setor.
"Estamos dispostos a aumentar a produção entre 1 e 1,5 milhão de barris/dia, e essa questão vai ser discutida no encontro do dia 14 de setembro em Viena", afirmou Purnomo Yusgiantoro, presidente da Opep, segundo a agência de notícias France Presse.