31 de julho, 2004 - 04h34 GMT (01h34 Brasília)
O presidente da Argentina, Néstor Kirchner, disse nesta sexta-feira que alguns erros cometidos pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) levaram cerca de 15 milhões de pessoas à pobreza no país.
A afirmação de Kirchner feita depois da divulgação de um relatório independente que criticou o fundo por sua atuação nos anos que antecederam o colapso econômico na Argentina, no final de 2001.
O ministro da economia argentino, Roberto Lavagna, disse que o FMI deve dividir com o país a dor que os equívocos causaram.
Em uma carta que enviou à diretoria do fundo, Lavagna disse que reconhecer erros é apenas um início.
Contas
O segundo passo, segundo o ministro, seria dividir com a Argentina a prestação de contas em decorrência da crise e suas conseqüências.
O relatório, preparado pelo escritório de avaliação independente do FMI, critica o fundo por não ter pressionado a Argentina o suficiente para que o país seguisse suas recomendações.
O documento, entretanto, diz que a culpa pela crise econômica recai sobre as autoridades argentinas.