30 de julho, 2004 - 21h14 GMT (18h14 Brasília)
A Casa Branca revisou para cima suas estimativas de crescimento da economia americana para este ano e o ano que vem, apesar de números divulgados nesta sexta-feira terem mostrado que o crescimento no segundo trimestre deste ano foi bem menor do que o esperado.
De acordo com as previsões contidas na mais recente revisão do Orçamento feito pela Presidência americana, a economia deve crescer 4,7% neste ano e 3,7% em 2005.
Os dados anteriores apontavam 4,4% e 3,6%, respectivamente.
Já o Departamento de Comércio divulgou que a economia expandiu 3% no segundo trimestre, contrariando expectativas do mercado, que apostavam em algo na casa de 3,6%.
Reflexo no Brasil
O crescimento menor do que esperado se deveria a fatores como o aumento no preço do petróleo e uma redução no consumo no país.
Como resultado da divulgação das estatísticas, o dólar perdeu valor nesta sexta-feira em relação às principais moedas do mundo, e também na comparação com o real.
No Brasil, a Bolsa de São Paulo operou em alta nesta sexta-feira, e alguns analistas viram uma influência do crescimento menor que o esperado da economia americana.
"Se a economia americana estivesse crescendo muito rapidamente, isso poderia fazer o Fed aumentar as taxas de juros de forma mais agressiva", disse Mauricio Gallego, da corretora Concordia, à agência de notícias Reuters.
Economistas acreditam que, se o Banco Central americano aumentar as taxas de juros, vai ficar menos interessante para investidores estrangeiros colocarem dinheiro em países como o Brasil.
As estimativas da Casa Branca apontam também para uma previsão de déficit público menor do que se esperava neste ano – US$ 445 bilhões, contra US$ 477 bilhões estimados por uma comitê do Congresso americano há um mês.
Ainda assim, o valor vai superar em muito o recorde do ano passado, em que o déficit chegou a US$ 375 bilhões.