09 de julho, 2004 - 02h19 GMT (23h19 Brasília)
O ex-presidente da Enron, Kenneth Lay, disse nesta quinta-feira que espera um julgamento rápido, em que ele possa provar que é inocente das acusações de irregularidades cometidas quando comandava a empresa.
Lay compareceu diante de um tribunal na cidade americana de Houston e se declarou inocente de 11 acusações feitas formalmente contra ele.
Entre os crimes de que Lay é acusado estão fraude bancária, fraude no comércio de ações e divulgação de declarações falsas.
Se for considerado culpado de todos esses crimes, Lay pode ser condenado a até 175 anos de prisão e a pagar multas que somam um total de US$ 5,75 milhões.
Bush
“Eu quero um julgamento rápido”, disse Lay. “Espero que ele comece no início de setembro. Como presidente e diretor executivo da Enron quando ela entrou em colapso, eu sinto que é meu dever e obrigação ir a julgamento o mais rápido possível.”
Em uma ação paralela, Lay está sendo processado por um órgão regulador do mercado de ações americano, que busca recuperar US$ 90 milhões movimentados em operações ilegais nas bolsas de valores.
A Enron, empresa gigante do setor energético dos Estados Unidos, foi à falência em 2001, depois de que foram descobertos rombos milionários em suas contas.
Segundo analistas, o processo contra Lay tem importância política, já que se sabe que Lay e o presidente americano, George W. Bush, são amigos próximos.
Mas o porta-voz da Casa Branca, Scott McLellan, procurou minimizar nesta quinta-feira a possível influência de Lay na tomada de decisões do governo Bush.
Segundo o porta-voz, Lay financiou no passado políticos democratas americanos.