06 de julho, 2004 - 15h39 GMT (12h39 Brasília)
Os preços do petróleo voltaram a subir nesta terça-feira por causa de novas sabotagens nas exportações do Iraque e do receio de que a produção seja interrompida em outras regiões.
O aumento afetou as bolsas européias, que operaram em queda nesta terça-feira.
Os preços do petróleo cru do tipo leve subiram mais de 70 centavos de dólar e romperam a barreira dos US$ 39 por barril, depois de terem passado semanas sem pressões para alta.
Operadores do mercado de petróleo também estão nervosos com os acontecimentos na Rússia e na Nigéria, dois dos mais importantes exportadores de petróleo do mundo.
Promessa
Houve sabotagem em um oleoduto importante no Iraque, no fim de semana, reduzindo as exportações do país à metade.
Na Rússia, a Yukos – que responde por um quinto dos barris de petróleo exportados pela Rússia – está à beira da falência e já está em moratória em um empréstimo de US$ 1 bilhão junto a bancos estrangeiros.
A empresa tem uma dívida em impostos atrasados de quase US$ 7 bilhões e o prazo para pagamento da primeira parcela vence na quarta-feira.
A Yukos tentou acalmar os mercados na segunda-feira, dizendo que não tinha qualquer plano de corte de exportações neste mês, mas os operadores temem pelo pior.
Também há preocupação com a Nigéria, onde o sindicato de trabalhadores de colarinho branco, Pengassan, está ameaçando fazer greve a não ser que a ExxonMobil – segundo maior produtor da Nigéria – atenda suas reivindicações.
No mês passado, a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) tentou acalmar os mercados e prometeu aumentar a produção a partir de agosto.
No entanto, os recentes problemas estão abalando as expectativas sobre o impacto da promessa da Opep.