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29 de junho, 2004 - 19h48 GMT (16h48 Brasília)

EUA têm confiança do consumidor mais alta em 2 anos

A confiança dos consumidores americanos alcançou o seu nível mais alto em dois anos, de acordo com uma pesquisa realizada pela Conference Board, uma entidade sem fins lucrativos sediada nos Estados Unidos.

A confiança dos consumidores de acordo com o levantamento chegou a 101,9 em junho, contra 93,1 em maio.

O resultado da pesquisa foi muito acima das expectativas, que previam um índice de 95 para o mês de junho. O índice foi o maior desde junho de 2002.

A Conference Board, cuja sede fica em Nova York, disse que a melhora da confiança dos americanos na economia do país se deve ao aumento da oferta de empregos, que levaram consumidores a acreditar em um crescimento "saudável" da economia.

Cenário favorável

O índice é importante porque os gastos dos consumidores correspondem a dois terços do total da atividade econômica no país.

"Os consumidores esperam que a economia continue a crescer e a gerar mais empregos" afirma Lynn Franco, diretor do centro de pesquisa da Conference Board.

"Com os preços de ponta começando a cair, a previsão de curto prazo continua favorável", concluiu Franco.

De acordo com a entidade, em junho, 26,5% dos consumidores disseram que estava difícil de arranjar emprego. No mês anterior, a porcentagem era de 30,3%. E os que acreditam que há cada vez mais empregos aumentaram de 16,6% para 18%.

Expectativas

De acordo com Cary Leahey, economista do Deutsche Bank Securities em New York, "qualquer índice superior a cem é impressionante".

"A única coisa negativa é que o índice reflete a expectativa com a situação de empregos e o número de empregos aumentou, mas não tanto como devia. Ainda há muito espaço para melhorar", acrescentou Leahey.

Na pesquisa, o total de consumidores que esperam uma melhora nas condições para os negócios nos próximos seis meses aumentou de 22,8% no mês de maio para 22,8% em junho.

Os que esperam declínio para os negócios passaram de 10,1% para 9,2% no mesmo período.

A pesquisa é feita por meio de entrevistas em 5 mil residências nos Estados Unidos.