22 de junho, 2004 - 14h58 GMT (11h58 Brasília)
A Autoridade Provisória da Coalizão, liderada pelos Estados Unidos e que governa o Iraque até 30 de junho, foi acusada pela empresa de auditoria KPMG de não ter "controle efetivo" sobre os gastos no país.
Isso deixou o Fundo de Desenvolvimento para o Iraque, o canal dos recursos financeiros para os projetos de reconstrução no país, "sujeito a fraudes".
A informação foi publicada na edição desta terça-feira do jornal britânico Financial Times.
A empresa de auditoria foi contratada pela ONU para verificar como o dinheiro da reconstrução estava sendo contabilizado e gasto.
'Resistência'
No relatório, a KPMG também alega que encontrou "resistência" com os oficiais da Coalizão.
Os funcionários teriam dito aos auditores que estariam "com muito trabalho", dando "baixa prioridade" a eles.
O escritório da KPMG em Londres não quis fazer comentários.
A matéria no Financial Times é publicada em meio às investigações sobre o programa da ONU de troca de petróleo iraquiano por comida.
O programa está sendo alvo de investigações separadas na ONU, no Congresso dos Estados Unidos e no governo do Iraque.
O Fundo de Desenvolvimento do Iraque é constituído de recursos provenientes do programa da ONU.
De acordo com o Financial Times, US$ 20,2 bilhões foram depositados no fundo desde maio.
O que teria preocupado a KPMG seria a falta de medidas para saber como e para onde o dinheiro estava indo.