31 de maio, 2004 - 12h07 GMT (09h07 Brasília)
As ações da montadora italiana Fiat caíram 3,3% nesta segunda-feira, depois das mudanças anunciadas no domingo com a morte do presidente da empresa, Umberto Agnelli.
O conselho administrativo da Fiat nomeou Luca Cordero di Montezemolo para o comando do grupo Fiat, que detém o controle da escuderia Ferrari de Fórmula 1.
Pouco depois do anúncio, o executivo-chefe da companhia, Giuseppe Morchio, entregou o cargo.
Morchio era muito bem cotado entre os acionistas por ter auxiliado no planejamento da reestruturação da Fiat e considerado um dos candidatos a substituir Agnelli no comando da empresa.
O sucessor de Morchio deve ser anunciado na terça-feira.
Nota
Morchio divulgou uma nota lamentando não poder participar do plano de reestruturação que, segundo ele, "começou a dar os primeiros resultados positivos depois de 15 meses de dedicação total e trabalho intenso ao lado de Umberto Agnelli".
"Nós vamos amanhã, sem delongas, nomear um novo executivo-chefe da Fiat", reagiu Montezemolo.
"Temos que continuar o plano de reestruturação. A equipe está lá e é forte."
Montezemolo foi o responsável pela reviravolta da Ferrari, tanto na Fórmula 1 – a escuderia venceu os últimos cinco títulos mundiais por equipes e os quatro últimos individuais com Michael Schumacher – quanto no setor dos automóveis de luxo.
Reestruturação
A diretoria da Fiat espera que ele consiga fazer o mesmo à frente da empresa, que enfrenta dificuldades desde a abertura do mercado italiano à concorrência de automóveis de outros países.
Analistas interpretaram a nomeação de Montezemolo como um sinal de que a família Agnelli está tentando aumentar o seu controle sobre o grupo Fiat.
John Elkann, um dos herdeiros do império Agnelli, foi nomeado vice-presidente e o filho de Umberto Agnelli, Andrea, ganhou uma vaga no conselho administrativo.
O conselho deve se reunir na terça-feira às 9h de Brasília.