24 de maio, 2004 - 08h15 GMT (05h15 Brasília)
A Arábia Saudita prometeu aumentar sua produção de petróleo para ajudar a estabilizar os preços mundiais do produto.
Com 800 mil baris a mais de petróleo por dia, os sauditas vão elevar a produção para 9.1 milhão/dia.
A expectativa é que o preço do barril fique abaixo dos US$ 40, com queda de 1%.
O G7, o grupo dos países mais industrializados tinha pedido, horas antes, por uma redução no preço do petróleo, em um encontro em Nova York.
Demanda mundial
A Opep, a associação dos produtores de petróleo, tinha dito na semana passada que não aumentaria as cotas de produção até o começo de junho, pelo menos.
Entre os críticos da decisão saudita está a Líbia.
O ministro para o Petróleo do país, Fethi bin Chetwane, declarou que “eles (os sauditas) não podem fazer isso, é um erro”.
“A Arábia Saudita não pode aumentar sozinha a produção.”
Embora os 800 mil barris de petróleo/dia extras estejam longe do aumento de 2,25 milhão/dia pedido pela Arábia saudita à Opep, o país disse estar disposto a elevar a sua própria produção ao máximo, atingindo os 10,5 milhão de barris diários.
Os ministros de finanças do G7 aplaudiram a medida. O ministro da Fazenda britânico, Gordon Brown, disse que a ação seria “importante”.
Analistas acreditam que muitos dos dez países integrantes da Opec têm pouca capacidade de aumentar as suas cotas de produção de petróleo.
O presidente da associação, Purnomo Yusgiantoro, disse recentemente que o cartel não reduziria o preço do barril para a meta anteriormente estabelecida de US$ 22 a 28 por barril, dizendo que seria a procura, e não a oferta, que causaria o aumento de preços.
A demanda global por petróleo tem aumentado rapidamente, graças à recuperação da economia americana e ao rápido crescimento da China.