22 de maio, 2004 - 02h56 GMT (23h56 Brasília)
O ministro do Petróleo da Arábia Saudita, Ali Al-Naimi, propôs nesta sexta-feira que os países da Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) aumentem suas produções em 8,5%, para conter a alta do preço do produto no mercado internacional.
Os membros da Opep realizam uma reunião informal neste sábado em Amsterdã, na Holanda, para discutir a possibilidade.
Caso eles adotem o aumento proposto pelo ministro saudita, a produção deve subir em mais de 2 milhões de barris por dia.
O fato de o preço do barril ter ficado na marca de US$ 40 por quase duas semanas levou muitos países a manifestar preocupação quanto ao impacto da alta sobre o crescimento econômico mundial.
Pequena baixa
No entanto, uma sugestão anterior da própria Arábia Saudita de que a produção fosse aumentada em 1,5 milhões de barris/dia foi recebida com pouco entusiasmo pelos demais países do cartel.
”Eu não acho que o controle (dos preços) está nas mãos da Opep”, disse o ministro do petróleo dos Emirados Árabes Unidos, Obaid Bin Saif Al-Nasseri à agência de notícias Reuters. “Há muitos fatores atrás desses preços.”
Nesta sexta-feira, o petróleo tipo Brent foi vendido em Londres por US$ 36,53, US$ 0,73 abaixo do fechamento no dia anterior. Em Nova York, a queda foi ainda mais acentuada (US$ 0,88), com o barril sendo negociado a US$ 39,92.
Na quinta-feira, o ministro das Finanças da Grã-Bretanha, Gordon Brown, advertiu que a Opep precisa agir “nas próximas duas semanas” para segurar a alta do produto.
Outros representantes dos países do G-7, cujos ministros das finanças se reúnem neste fim de semana, expressaram preocupação semelhante.