20 de maio, 2004 - 12h52 GMT (09h52 Brasília)
A medida adotadas para reduzir o crescimento acelerado da economia da China começam a funcionar, segundo o governo do país.
Um boom de investimento e a explosão de demanda doméstica levaram a uma taxa anualizada de crescimento de 9,8% no primeiro trimestre de 2004.
Para conter essa aceleração, o governo chinês limitou os empréstimos bancários, os gastos em construção e em outros setores. "A resposta da China está funcionando", disse o vice-primeiro-ministro, Huang Ju.
No entanto, analistas alertam para o crescimento da inflação, que provavelmente levaria a um aumento de juros.
Desaceleração
A taxa de expansão da economia no primeiro trimestre mostrou uma aceleração, pois o crescimento foi de 9,1% em 2003.
Até mesmo Huang reconheceu que o ritmo rápido de crescimento do ano passado não deve ser reduzido imediatamente.
Mas a preocupação é com o salto no índice de preços ao consumidor, que subiu para 3,8% ao ano em abril, o maior aumento em sete anos.
O governo sugeriu que a inflação só será um grande problema se chegar a 5% ao ano.
Atualmente o Banco Central está apenas "monitorando" a situação, segundo o presidente do BC chinês, Zhou Xiaochuan.
No entanto, analistas acreditam que um aumento de juros é inevitável.
"Acho que eles precisam aumentar os juros, principalmente porque a taxa de juros reais está negativa", disse Michael Spencer, economista-chefe do Deutsche Bank em Hong Kong.
"Não espero que a inflação volte a cair para menos de 2%."
Juros mais altos, porém, podem ser um problema para muitas empresas chinesas que estão altamente endividadas e ainda podem sufocar a demanda.
Medo do impacto de um aumento de juros na China, junto com a expectativa de que os Estados Unidos também estão prestes a subir as suas taxas, é um dos fatores que levou às quedas nas bolsas nesse mês.