11 de maio, 2004 - 18h01 GMT (15h01 Brasília)
O Brasil deve ter um crescimento econômico neste ano e no próximo comparável à média do crescimento dos países mais industrializados.
Esta é uma das previsões do relatório publicado nesta terça-feira pela OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico), que reúne 30 dos países mais industrializados do mundo.
As projeções para a economia brasileira são próximas àquelas que têm sido apresentadas pelo governo Lula. A OCDE espera que o Produto Interno Bruto do Brasil tenha uma expansão de 3,3% em 2004 e 3,5% em 2005.
A média de crescimento econômico nos países que integram a OCDE será de 3,4% neste ano e de 3,3% em 2005.
O organismo reavaliou as suas últimas previsões, feitas em novembro, que indicavam um crescimento médio de, respectivamente, 3% e 3,1%.
Ritmo desigual
De acordo com o economista-chefe da OCDE, Jean-Philippe Cotis, a economia mundial está passando por uma "recuperação forte e sustentável".
A organização, no entanto, alerta que o ritmo de crescimento ainda é desigual na comparação entre diferentes regiões.
As previsões são bastante otimistas para os Estados Unidos, a China e o Japão, mas são mais contidas sobre o desempenho do bloco europeu.
O relatório diz que as economias de China e Estados Unidos estão "próximas do superaquecimento", mas a recuperação global "contorna" os países da zona do euro.
A previsão de crescimento nos 12 países que adotaram a moeda única européia é de apenas 1,6% em 2004 e 2,4% em 2005.
"Países importantes da Europa continental continuam lutando para reavivar suas economias, com a Alemanha e a Itália enfrentando os desafios mais difíceis", afirmou Cotis.
Já os Estados Unidos, segundo a OCDE, continuarão se recuperando, com diminuição da taxa de desemprego de 6%, no ano passado, para 5,2% da população economicamente ativa em 2005.
O relatório prevê um crescimento da economia americana de 4,7% em 2004 e 3,7% em 2005.
América do Sul
O documento aborda pouco a situação da América Latina, mas diz, por exemplo, que "a expansão iniciada em 2003 está ganhando força".
Em média, segundo a OCDE, a região crescerá mais de 3% neste ano.
"Essa aceleração tem sido apoiada por condições internacionais favoráveis, incluindo o alto preço de commodities", diz o relatório.
A OCDE diz que as pressões inflacionárias devem ser mantidas sob controle na América do Sul e que, nas grande economias da região, deve haver um fortalecimento do consumo doméstico.