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Perfil: O novo diretor-gerente do FMI, Rodrigo Rato

O espanhol Rodrigo Rato, de 55 anos, conquistou reputação internacional como um especialista em América Latina e, na Espanha, como uma das pessoas que ajudou a transformar a economia do país em uma das mais bem-sucedidas da Europa.

Desde o início da busca por nomes para substituir o alemão Horst Köhler na diretoria do Fundo Monetário Internacional (FMI), Rato liderava a lista de favoritos, apesar de ter declarado no ano passado que o cargo no FMI era um trabalho impossível de se fazer bem.

O ex-ministro da Economia da Espanha já foi descrito por membros do FMI como politicamente astuto.

A especialização de Rato nas questões da América Latina veio à tona durante a crise da Argentina em 2002, quando empresas espanholas operando no país foram forçadas a aceitar perdas de bilhões de dólares.

Argentina

Rato se manteve do lado da Argentina durante a crise, pedindo para que os investidores se mantivessem no país para tentar uma recuperação.

Na Espanha, o ex-ministro foi reconhecido como alguém que preparou o país para a chegada do euro cortando gastos e impostos.

Entre os políticos espanhóis, ele é descrito como prudente e pragmático.

Rato, que é formado em direito, entrou para a política nos anos 70, quando se tornou membro da Aliança Popular, movimento político de direita que se tornou o atual Partido Popular em 1989.

Em 1979, ele entrou para a executiva nacional da Aliança e foi seu porta-voz para assuntos econômicos de 1984 a 1986. Em seguida, tornou-se secretário-geral assistente do Partido Popular.

Rato também foi membro do Parlamento espanhol de 1982 a 2004.

Segundo biógrafos do ex-ministro, sua posição reservada em relação à guerra no Iraque e ao envio de tropas espanholas no país causou atritos com o ex-primeiro-ministro José María Aznar.

A candidatura de Rato à diretoria do FMI foi apoiada pelo novo primeiro-ministro espanhol, José Luis Rodríguez Zapatero.