O Gmail, serviço de correio eletrônico do Google, foi lançado há pouco tempo, mas já pode estar enfrentando problemas legais.
A senadora democrata Liz Figueroa, da Califórnia, está elaborando projeto de lei que considera o serviço oferecido uma "invasão de privacidade".
O Google está recebendo recomendação de repensar todo o seu produto, que prevê uma oferta de espaço digital 100 vezes maior do que o que oferecem os rivais no mercado.
A empresa pretende ganhar dinheiro com a aceitação, por parte dos usuários do Gmail, de que as mensagens eletrônicas que entram em sua caixa postal sejam escaneadas para que seja oferecida uma propaganda dirigida.
Objeções
A senadora Figueroa comparou esse uso de propaganda dirigida a "ter um cartaz enorme no meio da casa".
Esse tipo de anúncio usaria palavras-chaves depois de escanear o e-mail privado do usuário. Por exemplo, se a mensagem menciona uma doença, anúncios de venda de produtos farmacêuticos surgiriam na tela.
Os planos do Google já foram criticados por ativistas pelo direito de privacidade. Eles levantam objeções contra a vinculação de propaganda ao conteúdo das mensagens e contra a armazenagem permanente de e-mails.
O grupo Privacy International apresentou queixa ao Comissariado de Informação da Grã-Bretanha.
No momento, usuários do motor de busca da Google têm anúncios ligados a sites comerciais que surgem do lado direito de sua tela.
O Gmail usaria tecnologia semelhante para escanear e-mails e oferecer anúncios.
O Google disse em nota que pretende trabalhar com autoridades que lidam com a proteção do sigilo de informações em toda a Europa para garantir que direitos não sejam violados.
Segundo a nota, o conteúdo do e-mail dos usuários continuará privado porque o processo será totalmente automático.
O Google oferece armazenamento gratuito a cada usuário do equivalente a 500 mil páginas de e-mail.
A empresa afirma que isso vai permitir que os usuários resgatem grandes quantidades de e-mails antigos, e o filtro contra lixo eletrônico será de qualidade superior.
O Google espera lançar ações no mercado no final deste ano, num negócio que pode fazer com que o valor da empresa chegue a US$ 25 bilhões, um pouco mais do que a empresa online Amazon.
A empresa, sediada na Califórnia, foi fundada em 1998 por Larry Page e Sergey Brin.