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Com medo de superaquecimento, BC chinês tenta conter empréstimos

O governo da China emitiu um alerta sobre os riscos do excesso de empréstimos bancários para compra de imóveis e projetos industriais, que podem levar a excesso de oferta e a uma crise financeira.

O banco central chinês, o Banco Popular da China, adotou novas medidas para tentar limitar o volume de recursos que os bancos estão emprestando no país.

Na semana passada, o premiê Wen Jiabao alertou para a necessidade de evitar um ciclo de expansão e recessão.

Em toda a China, estão sendo construídas novas torres reluzentes de aço e concreto, pontes e estradas estão se espalhando e brotam novas fábricas.

Superaquecimento

No entanto, essa nova revolução industrial está preocupando cada vez mais o governo por causa dos crescentes sinais de superaquecimento da economia.

Preços de matérias-primas estão subindo rapidamente, há escassez de oferta de energia e a infra-estrutura de transporte do país está cada vez mais sobrecarregada.

As medidas anunciadas pelo Banco Popular da China para limitar os financiamentos de bancos comerciais a novos projetos são um sinal da profunda preocupação de Pequim.

O banco central elevou para 7,5% dos empréstimos pendentes o limite mínimo das reservas dos bancos.

O aumento das exigências de reservas, que visa a ajudar a limitar o aumento de créditos de liquidação duvidosa que estão na casa dos bilhões de dólares, é o terceiro adotado pelo Banco em oito meses.

Os líderes chineses parecem constatar que alertar para o superaquecimento potencial não é o suficiente para limitar a expansão frenética.

No entanto, se essas medidas para limitar a expansão do crédito bancário não funcionarem, e a inflação continuar a subir, os líderes chineses podem ser forçados a usar estratégias ainda mais drásticas, como apertar o freio da economia com aumentos de juros.