Um encontro da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) deve levar nesta quarta-feira a um aumento do preço do petróleo.
Os ministros do cartel reunidos em Viena devem concordar em cortes no fornecimento, o que poderia elevar o valor do combustível a níveis recordes.
Muitos países da OPEP, entre eles a Arábia Saudita, maior produtor mundial de petróleo, acham que o corte na produção é necessário para que o preço se mantenha em bons níveis nos próximos meses.
Na terça-feira, o preço do barril de petróleo negociado em Londres subiu de US$ 31,13 para US$ 31,70. Analistas afirmam que o corte na produção poderia levar a valores superiores aos US$ 40 o barril.
A perspectiva de aumento no preço do petróleo poderia elevar a pressão inflacionária sobre a economia de vários países, entre eles o Brasil.
Estados Unidos
Nos Estados Unidos, o alto preço do petróleo tem se tornado um dos temas de debate nas eleições presidenciais.
O pré-candidato da oposição democrata, John Kerry, afirma que o presidente George W. Bush não está fazendo nada para diminuir o preço mundial do petróleo.
Os preços atingiram recentemente o seu pico mais alto em território americano desde os anos 1980.
Os cortes de produção no mês de abril foram acertados pela OPEP em fevereiro, numa reunião em Argel.
O plano, porém, não tem apoio unânime. Ministros do Kuwait e dos Emirados Árabes Unidos disseram que preferiam um adiamento do corte de produção para permitir um alívio na alta dos preços.
Já o Irã, por outro lado, argumenta que é tarde demais para mudar os planos que prevêem uma diminuição de produção da ordem de 1 milhão de barris de petróleo por dia, ou 4% do total.
A diferença de opiniões entre os países da OPEP é um sinal de que Washington tem concentrado seus esforços diplomáticos para conseguir preços mais baixos sobre o Kuwait e os Emirados Árabes.