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Warner Music anuncia demissão de mil funcionários

O grupo Warner Music, divisão musical da AOL Time Warner, maior empresa de mídia dos Estados Unidos, vai demitir 1.000 funcionários, o que representa um quinto do total de trabalhadores da empresa.

O anúncio foi feito um dia depois que o magnata de mídia canadense Edgar Bronfman Jr. fechou um acordo para comprar a companhia e atinge equipes de marketing, finanças e vendas.

Os presidentes de empresas atreladas à Warner Music, como a Elektra, o Atlantic Group e a Atlantic Records, também deixarão as companhias.

O acordo para vender a Warner Music por US$ 2,6 bilhões para o grupo de investidores liderado por Bronfman foi aceito pela Time Warner, que controla a Warner Music, em novembro de 2003.

Cortes

Segundo declaração de Bronfman, as demissões eram necessárias para ajudar a Warner Music a continuar competitiva em um "mercado que muda rapidamente".

A maioria das vagas deve ser extinta em um período de um mês.

Mas um porta-voz da Warner em Londres disse não saber quantas vagas seriam extintas em cada um dos 50 países em que o grupo opera.

"Esses passos significativos para alterar as operações da Warner Music são essenciais para um futuro sucesso da companhia e para a sua expansão e oportunidades para seus funcionários", disse Bronfman.

Ele também disse que a companhia "está começando do zero, só que de uma posição de força", e agradeceu os executivos que estão deixando o grupo.

"Eu não vejo a hora de poder trabalhar com os profissionais talentosos e dedicados da empresa e com os artistas para criarmos juntos a mais dinâmica e independente companhia de música do mundo."

Entre os artistas da Warner Music estão Madonna, Linkin Park, Cher, Red Hot Chili Peppers, REM e Eric Clapton.

Bronfman e um grupo de investidores americanos conseguiram o controle da Warner Music depois que a EMI desistiu do negócio.