A negociação sobre questões agrícolas entre a União Européia e o G-20, grupo liderado pelo Brasil, terminou num impasse nesta quinta-feira na Organização Mundial do Comércio (OMC).
Foram oito horas de encontro, durante o qual os europeus não deram sinal de flexibilidade, segundo participantes.
Representantes de vários países se declararam surpresos com a postura européia, defendendo em vários momentos posições agrícolas dos Estados Unidos.
Ainda assim, o porta-voz do G-20 no encontro, o embaixador brasileiro Clodoaldo Hugueney, estima que foi um bom começo de retomada das negociações.
Interesses defensivos
O resultado da reunião nesta quinta-feira deixaria claro que a aparente convergência de posições entre Washington e a União Européia, que provocou a criação do próprio G-20, continuaria em vigor.
A União Européia continuria resistindo a aceitar a eliminação dos subsídios a exportação, que é uma das demandas centrais do Brasil, Argentina e outros membros do G-20 para que a negociação agrícola avance.
Os europeus se limitam a propor corte de subsídios para uma lista de produtos de interesse de países em desenvolvimento.
Também persistem as divergências sobre corte de tarifas e sobre subsídios internos. O G-20 reclamou que não conseguia sequer entender a reforma da Política Agrícola Comum (PAC), do ano passado.
Pela nova PAC, a ajuda dada aos agricultores europeus será independente do que eles produzem, mas não está claro como será a separação entre os subsídios. Os europeus dizem que querem continuar negociando.
Mas só no começo de março é que os paises vão ter uma idéia mais precisa se dá para tentar esboçar um novo texto de acordo agrícola, na OMC.