A Argentina caiu fora da lista de países que estão dentro dos limites de investimentos permitidos do Calpers, o maior fundo de pensão dos Estados Unidos.
A lista do Calpers (California Public Employees' Retirement System) é produzida com base em um sistema que avalia transparência, transparência, estabilidade política, volatilidade e liquidez no mercado - e atribui notas aos países.
A nota mínima da lista é 2,0, e a Argentina recebeu nota de apenas 1,88. Foi o país que mais caiu na classificação, despencando de 2,09 em 2003.
O Brasil, que no ano passado teve a nota mínima, subiu na classificação, chegando a 2,04 pontos na lista do fundo de pensão americano.
Lista de 12
O Calpers administra uma carteira de investimentos de US$ 164 bilhões. No ano passado, o fundo investiu US$ 2 bilhões em mercados emergentes.
Ao todo, 12 países emergentes estão dentro dos limites e fazem parte da lista deste ano.
Além da Argentina, também Turquia e Peru tiveram nota inferior aos 2,0 mínimos.
Os três podem receber um período de carência de um ano para apresentar melhoras, segundo as regras do fundo. A decisão pode ser tomada em reunião da diretoria do fundo, no próximo dia 17.
Melhora
A lista do Calpers de emergentes que conseguem nota mínima para ser incluídos entre os investimentos permitidos é revista anualmente pela Consultoria Wilshire, baseada na Califórnia.
Nesta revisão, concluída na segunda-feira, o Brasil conseguiu a nota máxima de 3,0 em transparência e custos de transações e eficiência em compensações.
O país obteve nota 2,0 em estabilidade política em regulamentação de mercado, práticas trabalhistas e proteção aos investidores. E nota 1,0 em volatilidade de mercado e abertura do mercado de capitais.
Na classificação geral dos 12 emergentes, o Brasil ficou em 11º lugar da lista. Em último lugar ficou a Jordânia, com nota 2,00.
Apenas a Polônia conseguiu a nota máxima final de 3,0, e ficou em 1º lugar.
Dos emergentes da América Latina, só Brasil, Chile e México conseguiram ficar entre os 12.