O grupo de 11 países da África Central anunciou a criação de uma área de livre comércio prevista para começar a funcionar em 2007.
O objetivo é dar um novo impulso à Comunidade dos Estados da África Central (CEAC), grupo visto por alguns como “moribundo”.
“Nós vamos fazer o máximo para chegar a uma zona de livre comércio completamente operacional até 31 de dezembro 2007”, os países declararam em um comunicado oficial.
Se os planos de livre comércio forem realizados, a CEAC afirma que a região oferecerá “um mercado dinâmico e atrativo de 100 milhões de consumidores, o que poderia promover o imenso potencial da região”.
Conflitos
O tratado também poderia ajudar a mudar a imagem de que essa é a parte mais fraca do continente, disse Denis Sassou-Nguesso, presidente da República do Congo e anfitrião do encontro no qual o plano foi formulado.
“Isto é um relançamento”, comentou o secretário-geral da CEAC, Louis Sylvain Goma no início de janeiro.
A maioria dos governos envolvidos no tratado foi afetada por conflitos internos.
Muitos dos conflitos já terminaram, mas os danos às economias ainda continuam.
No maior país do grupo, a República Democrática do Congo, cerca de 3 milhões de pessoas morreram em mais de cinco anos de conflitos após o fim da ditadura do presidente Mobuto Sese Seko, em 1997.
Em Ruanda e Burundi, disputas étnicas travaram o desenvolvimento econômico.
Em Angola, a guerra civil terminou apenas no ano passado. O governo angolano está sendo acusado por ONGs de ter desviado recursos públicos provenientes da venda de petróleo.
Aids
Outras prioridades estabelecidas na reunião em Brazzaville foram: maior ação contra a epidemia de Aids, implementação da Nova Parceria para o Desenvolvimento da África e promoção da igualdade entre homens e mulheres.
Os 11 países se comprometeram a cortar impostos e diminuir os custos para a aquisição de medicamentos anti-Aids.
A região da África ao sul do Saara lidera o ranking global de incidência do HIV.
A epidemia começou no fim da década de 70 no oeste do continente, antes de chegar ao sul, atualmente a área mais afetada.
A África do Sul concentra o maior número de casos do mundo, com 5 milhões de infectados.