Na nota que acompanhou o relatório da PriceWaterhouseCoopers divulgado nesta segunda-feira, revelando que o rombo nas dívidas da Parmalat é maior do que se pensava, a Parmalat diz que equipes foram enviadas para o Brasil e os Estados Unidos para auxiliar os executivos locais na administração e no pagamento dos funcionários.
A nota diz que "o grupo está em condições de continuar a realizar os pagamentos, embora tenha havido algumas exceções".
Entre essas exceções, estão o Brasil e os Estados Unidos.
Nesses países, ainda de acordo com a nota, "forças-tarefa já estão trabalhando com o intuito de ajudar a administração local a limitar as suas exigências financeiras e chegar a acordos com os bancos credores locais".
Rombo
A auditoria revelou que o rombo nas dívidas da Parmalat é de cerca de mais de US$ 18 bilhões – oito vezes maior do que o que foi anunciado pelos ex-administradores da empresa.
O levantamento nas finanças da gigante alimentícia italiana foi encomendado pelo administrador Enrico Bondi, nomeado pela Justiça depois que o escândalo veio à tona, em dezembro de 2003.
O ex-presidente da Parmalat e outros dez executivos estão presos por causa do rombo bilionário, e na sexta-feira um executivo de nível médio morreu em circunstâncias que apontam para suicídio.
O relatório dos auditores diz respeito apenas à primeira fase da análise das contas da Parmalat e se refere à dívida da empresa até 30 de setembro.
Os executivos que hoje estão na cadeia afirmaram que as dívidas da empresa italiana somava US$ 2,25 bilhões.
As vendas para o mesmo período alcançaram US$ 5 bilhões, em vez dos US$ 6,8 bilhões divulgados, enquanto durante o ano de 2002, as vendas foram de US$ 7,8 bilhões, em vez dos US$ 9,7 bilhões divulgados.
Ainda assim, a Parmalat alegou que as suas vendas subiram 15% em relação ao ano anterior.
A Parmalat tem 36 mil funcionários em mais de 30 países.