O inquérito que investiga as contas da multinacional de laticínios Parmalat deve se estender à esfera política.
"É nisso que estamos focando: nos bancos e nos políticos", disse aos repórteres, nesta terça-feira, na cidade de Parma, na Itália, uma fonte judicial que acompanha o caso.
No entanto, segundo a agência de notícias Reuters, não há informações sobre quem estaria sendo investigado.
Esta é a primeira vez que uma fonte familiar ao inquérito teria citado publicamente o envolvimento de políticos no escândalo financeiro da empresa italiana.
Primeiro mês
As investigações sobre o escândalo das operações financeiras da Parmalat, que levou a companhia a pedir concordata, entraram na sua quarta semana.
Nesta terça-feira, os investigadores em Milão se reuniram com os advogados dos bancos Citigroup e Capitalia.
Também foi interrogado o ex-diretor financeiro da Parmalat Fausto Tonna, preso desde 31 de dezembro junto com outros executivos.
Tonna era o braço direito de Calisto Tanzi, fundador da gigante de laticínios, e pode dar detalhes sobre como era feita a manipulação do balanço contábil da empresa.
Os problemas financeiros da Parmalat se tornaram públicos em dezembro, quando o Bank of America anunciou que as informações sobre uma conta bancária no nome da companhia com cerca de 4 bilhões de euros eram falsas.