Um fundo de pensões sediado no Alasca iniciou a ação judicial em uma corte de Nova York na segunda-feira, pedindo US$ 1 bilhão (cerca de R$ 3 bilhões) em compensação da Parmalat.
Acionistas da empresa estão processando a empresa por enganar os investidores.
Promotores italianos intensificaram o interrogatório do ex- chefe de finanças da Parmalat, Fausto Tonna, na cidade de Parma, nesta terça-feira.
O interrogatório já havia durado mais de 10 horas na segunda-feira. O objetivo é descobrir como a empresa abriu um enorme buraco nas suas contas.
Interrogatório
Chefes da Parmalat e importantes empresas financeiras americanas são citadas no processo, como o banco americano Citygroup, que aconselhou a Parmalat, e os contadores Deloitte Touche Tohmatsu e Grant Thorton.
O processo também quer compensações do fundador da Parmalat, Calisto Tanzo, e Fausto Tonna.
No interrogatório, Tonna teria culpado o fundador da Parmalat, Tanzi, pela crise financeira que levou a empresa a pedir concordata no mês passado.
Ambos estão agora na prisão, ao lado de outros quatro executivos e contadores, mas nenhum deles recebeu uma acusação formal até agora.
O jornal britânico The Financial Times havia relatado que investigadores em Milão estão estudando as operações da Parmalat no Brasil.
Leite brasileiro
Produtores de leite brasileiros se encontram nessa terça-feira com o ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues, para tentar superar o estrago causado pelo escândalo da Parmalat.
A Parmalat é o segundo maior comprador de leite no Brasil, comprando 25 % da produção, mas a empresa já está atrasando o pagamento a fornecedores e reduzindo as encomendas.
A subsidiária brasileira é a maior empresa do grupo Parmalat fora da Itália e deve centenas de milhares de dólares aos produtores, referentes ao leite que foi entregue em novembro.
O presidente da Associação Brasileira de Produtores de Leite, Jorge Rubez, acredita que os dois milhões de pequenos e médios fornecedores da Parmalat Brasil não vão sofrer graves consequências com o escândalo.
Ele sugere que seja aprovado o Empréstimo do Governo Federal (EGF) e rejeita a posibilidade de um socorro via empréstimo do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDS).