A polícia italiana anunciou a prisão de outros seis suspeitos de envolvimento na fraude que levou à concordata da gigante de laticínios Parmalat.
Entre eles estão dois ex-executivos do departamento financeiro da empresa, Fausto Tonna e Luciano Del Soldato, e dois ex-executivos da empresa de auditoria que prestava serviços à Parmalat, a Grant Thornton.
Na terça-feira, um juiz italiano ordenou que o ex-presidente da Parmalat Calisto Tanzi permaneça preso enquanto continuar a investigação sobre as contas da empresa.
Tanzi, que foi preso na sexta-feira, ainda não foi acusado formalmente, mas o juiz Guido Salvini negou os pedidos dos advogados do empresário para que ele fosse mantido em prisão domiciliar.
Rombo
Promotores passaram a terça-feira interrogando membros da família Tanzi, incluindo o filho e o irmão de Calisto.
Tanzi negou ter acobertado a fraude que teria causado um rombo de até 8 bilhões de euros (cerca de R$ 29 bilhões) nas contas da empresa, afirmando que ela foi encoberta por outros executivos da empresa, por sua própria vontade.
Anteriormente, Calisto Tanzi já havia admitido o desvio de cerca de 500 milhões de euros (cerca de R$ 1,8 bilhões) para financiar outros setores das empresas controladas por sua família.
Acredita-se que cerca de 20 pessoas, entre elas Tanzi, possam ser indiciadas por participação no esquema de fraude que levou a Parmalat a pedir concordata, depois do rombo.
Na terça-feira, a Parmalat foi acusada de praticar uma fraude "descarada" pela SEC, a comissão federal responsável pela regulação do mercado financeiro americano.