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Justiça mantém preso ex-chefe da Parmalat

Um juiz italiano determinou que o ex-presidente da Parmalat, Calisto Tanzi, permaneça preso enquanto continua a investigação sobre as contas da empresa.

O juiz Guido Salvini negou os pedidos dos advogados do empresário para que ele fosse mantido em prisão domiciliar.

Promotores passaram esta terça-feira interrogando membros da família Tanzi, incluindo o filho e o irmão de Calisto.

Há informações de que, durante nove horas de interrogatório da polícia, Tanzi revelou que até US$ 10 bilhões das contas da empresa possam ter sido desviados.

Acusação formal

Anteriormente, Calisto Tanzi já havia admitido que desviou cerca de US$ 627,9 milhões mas, até agora, ele não foi formalmente acusado pela polícia.

O empresário está preso em Milão desde sábado à noite.

Acredita-se que cerca de 20 pessoas, entre elas Tanzi, possam ser indiciadas por participação no esquema de fraude que levou a Parmalat a pedir concordata, após registrar um rombo em suas contas.

Ainda nesta terça-feira, a Parmalat foi acusada de praticar uma fraude "descarada" pela SEC, a comissão federal responsável pela regulação do mercado financeiro americano.