O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos afirmou que o animal contaminado pela vaca louca, e descoberto no início desta semana, pode ter sido importado do Canadá.
O veterinário-chefe do Departamento, Ron DeHaven, afirmou que a vaca que estava em uma fazenda do Estado de Washington – e que é o primeiro caso da doença no país – é parte de um grupo de 74 originário do Estado canadense de Alberta e levado para o Estado americano de Idaho, em agosto de 2001.
DeHaven disse ainda que é muito cedo para determinar onde estariam essas outras vacas.
Um caso de contaminação pela doença da vaca louca foi registrado em Alberta em meados deste ano.
Prejuízo
O Departamento de Agricultura afirmou também que a carne que pode estar relacionada à vaca contaminada foi vendida em quatro Estados americanos: Washington, Oregon, Califórnia e Nevada.
Depois que a infecção foi confirmada, na quinta-feira, duas fazendas americanas doram colocadas em quarentena e 26 países anunciaram a suspensão da importação de carne bovina vinda dos Estados Unidos.
Especialistas acreditam que a notícia vá causar um prejuízo de bilhões de dólares à pecuária americana.
'Segura'
As autoridades, no entanto, asseguram que a carne produzida no país pode ser ingerida porque o cérebro e a medula espinhal da vaca – partes normalmente afetadas pela doença – são removidos antes de a carne ser processada.
O mal da vaca louca, nome popular da encefalopatia espongiforme bovina (BSE, na sigla em inglês), é uma doença que afeta o gado, mas há a ocorrência em seres humanos de uma doença semelhante chamada Creutzfeldt-Jakob (CJD).
Cientistas suspeitam que a Creutzfeldt-Jakob possa ser contraída por humanos a partir da ingestão de carne bovina contaminada com BSE.
Mais de 130 pessoas morreram vítimas da doença, a maioria na Grã-Bretanha, onde, em 1986, foi detectado o primeiro caso de vaca louca.