A crise financeira envolvendo a empresa italiana Parmalat se agravou nesta sexta-feira com o anúncio de um buraco de US$ 4,8 bilhões (cerca de R$ 14 bilhões) em suas contas.
Segundo o Bank of America, os documentos relativos à conta bancária da unidade Bonlat, nas Ilhas Cayman, não são autênticos.
A Parmalat dizia que a unidade mantinha os recursos em caixa.
Ainda não está claro se as informações sobre a Bonlat foram falsificadas deliberadamente ou se foi apenas um engano.
Reunião
O recém-nomeado presidente da Parmalat, Enrico Bondi, chamou o conselho administrativo da companhia para uma reunião emergencial nesta sexta-feita.
Bondi, que substituiu Calisto Tanzi, fundador da Parmalat, nesta semana, já enfrenta boatos de que seria demitido.
A empresa sofre uma crise de falta de liquidez e ameaça não pagar suas dívidas junto aos investidores e fornecedores.
As ações da companhia caíram mais de 40% na Bolsa de Milão.
A maioria dos bancos italianos está exposta à Parmalat, significando que, se a companhia falir, poderá ocorrer um colapso financeiro de grandes proporções no país.
Esta é a pior crise da empresa em seus 40 anos de história.
A extensa estrutura internacional da empresa, resultado de uma rápida expansão, torna difícil o trabalho dos auditores para avaliar a dívida da empresa e o valor de seu capital.
O grupo emprega cerca de 36 mil pessoas em todo o mundo.
Nesta semana, no Brasil, a Parmalat não pagou US$ 400 milhões a investidores por causa da falta de recursos.