Estados Unidos, França e Alemannha chegaram a um acordo para reduzir a dívida externa do Iraque, segundo o enviado americano James Baker.
Baker iniciou nesta terça-feira uma série de reuniões na Europa, começando por Paris, com o presidente Jacques Chirac. Em seguida, Baker se reuniu com o chanceler alemão, Gerhard Schroeder.
França e Alemanha asseguraram a Baker que vão trabalhar para ajudar a reduzir a dívida externa do Iraque.
''Os governos da França e dos Estados Unidos querem reduzir a dívida do Iraque, para que seu povo possa ter liberdade e prosperidade. É importante reduzir a carga que a dívida externa iraquiana representa'', disse Baker logo após a reunião em Paris.
Uma porta-voz do presidente Chirac disse que, durante a reunião, eles concordaram ''a respeito da importância de trabalharem juntos na reconstrução do Iraque''.
''Alemanha e os Estados Unidos, assim como a França, estão prontos não apenas para reestruturar a dívida, mas também para um perdão substancial da dívida externa iraquiana'', afirmou um porta-voz de Gerhard Schroeder.
Perdão da dívida
Os Estados Unidos acreditam que a reconstrução do Iraque será inviabilizada financeiramente se não houver um perdão da dívida – de US$ 120 bilhões – em grande escala.
Baker ainda se encontra com chefes de governo na Alemanha, Rússia, Itália e Grã-Bretanha.
Na segunda-feira, o ministro francês das Relações Exteriores, Dominique de Villepin, disse ser possível chegar a um acordo sobre parte da dívida iraquiana em 2004, usando os mecanismos do Clube de Paris (de credores).
Entretanto, se o Clube de Paris reestruturar a dívida iraquiana, pode ocorrer outra batalha política entre a administração de George W. Bush e os países que se opuseram à guerra.
Os integrantes do Clube de Paris devem enfatizar a importância para um governo iraquiano mais representativo e soberano que o atual Conselho Interino de Governo, apontado pelos Estados Unidos.
O enviado americano James Baker também deve visitar a Rússia e a Alemanha dando continuidade à negociação da dívida iraquiana, e poderá ser pressionado a respeito da decisão americana de excluir países que se opuseram à guerra no Iraque dos contratos de reconstrução do país – avaliados em US$ 18 bilhões.
A decisão dos Estados Unidos já foi condenada pelo secretário-geral da ONU, Kofi Annan, bem como pela União Européia, que afirmou que a decisão era ilegal.
''A opinião da Alemanha na questão dos contratos de reconstrução foi colocada claramente durante a reunião'', disse o porta-voz de Schroeder.