A China pretende frear o crescimento econômico do país em 2004, limitando as altas taxas apresentadas nos últimos anos, de acordo com a imprensa estatal chinesa.
A meta de crescimento para o próximo ano será de 7%. De acordo com o jornal People's Daily, o número foi decidido pela equipe econômica da China.
Os números mais recentes, relativos ao terceiro trimestre do ano, indicam que a taxa de crescimento anualizada é de 9%. A média anual desde 1998 é de 7,7%.
O Brasil tem se beneficiado com as elevadas taxas de crescimento chinesas. Quanto mais a China cresce, mais a demanda interna se aquece, influenciando as importações de países como o Brasil.
Diferenças de classe
A indústria de minério de ferro brasileiro, por exemplo, usado na produção de aço chinesa, foi uma das maiores beneficiadas pelo aumento do comércio entre os dois países em 2003.
O People's Daily disse que o premiê chinês, Wen Jiabao, disse à equipe econômica que o crescimento não é o propósito final das políticas do país, ao dizer que o desenvolvimento social também deve ser uma prioridade.
"Desenvolvimento coordenado" é o elemento-chave nos rumos ditados pelo governo chinês, segundo o jornal.
O crescimento acelerado dos últimos anos aumentou a distância entre uma classe média que está florescendo e os pobres que vivem no campo e na cidade.
O governo da China está preocupado com possíveis conflitos de classe por causa disso.
Ao mesmo tempo, uma forte expansão em setores como o de aço, automobilístico e de cimento está sobrecarregando o suprimento de eletricidade no país.